quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Eu só continuo e não entendo.




Sabe, eu não sei se contei a vocês, mas eu faço moda... Sim, moda, na verdade Design de Moda então vou me formar Designer e não estilista, é tudo muito complexo e interessante. Eu só fiz o vestibular para essa faculdade porque minha mãe pediu, e eu só fiz pra moda porque tenho muita facilidade, no começo eu fiquei meio pensando o que eu vou fazer com isso? Mas eu achei uma vertente da moda que ninguém de moda liga que é a vertente que ajuda as pessoas, e nenhuma das minhas professoras quer muito me ajudar com isso, mas meus professores que também são professores de relações internacionais e de jornalismo querem, eles me acham demais. A minha mãe não perde uma oportunidade de dizer que estou na faculdade errada e sabe eu tenho duas Barbies aqui do lado com vestidos que eu fiz e meu dedo está com um band-aid porque me machuquei com alfinetes hoje, eu não sei o que estou fazendo, mas vivo me dizendo para não pensar a respeito, vivo listando meio por cima as coisas que essa faculdade de beneficia, Fico dizendo que é boa e um lugar que me ensina a ser influente, um lugar que me ouve e um lugar em que eu realmente vou poder abrir as minhas asas, eu digo a mim mesma que posso fazer outras faculdades depois, mas qual o ponto de se fazer outras faculdades e não usar essa? Eu não sei, as vezes sinto que estou gastando o dinheiro dos meus pais atoa, para que? Para dizer "Olha eu sou designer"? Eu não entendo também o que estou fazendo, mas preciso de pessoas me apoiando e não me criticando, eu estou tentando não me desesperar sabendo que estou caminhando e lutando por algo que não entendo, estou construindo um navio em uma cidade sem lagos ou rios ou mar, talvez é claro seja a arca de noé e tudo uma hora se explique, mas no momento nada disso faz muito sentido, estou me esforçando, mas se eu for parar pra pensar eu não sei o que quero ser, porque na verdade eu não quero nada, não quero ser ninguém, mas não por não querer ser nada eu simplesmente não quero ter um trabalho e trabalhar com uma coisa chata que me consuma, eu não quero ganhar dinheiro para sobreviver e muito menos viver pra ganhar dinheiro, eu sei que a faculdade que faço me da horizontes enormes, mas eu não quero, eu não quero mulheres petulantes me dizendo que devo esquecer namorados e focar em serviço ou dizendo que salários iniciais são complicados, eu não quero a minha mãe dizendo que eu deveria fazer relações internacionais, historias ou relações publicas, eu não quero ouvir que todo mundo diz "mas moda?" quando ouve que estou na faculdade, eu só quero saber onde vai dar, gastando rios de dinheiro, atoa ou não eu não sei, eu simplesmente não sei, por isso simplesmente continuo, por isso agora eu vou dormir, para não ter que me preocupar com tudo isso que ocupa a minha mente, eu não preciso me preocupar com isso agora. Encha sua cabeça de coisas e esqueça aquelas que não pode concertar, eu só não preciso das pessoas me lembrando o tempo inteiro de que eu não sei aonde é meu lugar.

- Meg.

Eu o amo


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Eu preciso dizer que as vezes não sei se digo o quanto eu gostaria, e sei que a depressão as crises e eu estando um pouco longe me impedem um pouco de dizer também, mas o que eu queria mesmo contar pra vocês não é segredo nenhum e na verdade é bem visível, eu tenho medo de dizer para as pessoas e encomodá-las com a minha felicidade, mas a verdade é que estou com o meu namorado a dois anos e oito meses e eu o amo, meu deus como eu o amo, parece que o amo cada dia mais, e nada mais é a mesma coisa, eu não consigo pensar em outras pessoas do mesmo jeito que penso sobre ele, e quando eu viajo e vejo algo eu só penso em como eu queria que ele estivesse ali comigo pra ver aquilo, eu não posso ficar um dia sem falar com ele e as vezes antes do dormir penso que seria muito mais fácil de pegar no sono se ele estivesse ali comigo, ele tem esse jeito de me proteger e de dizer que consigo sozinha que é incrível e ele também tem aquele olhar que sei que esta pensando algo importante, sei que esta devaneando mas quando eu pergunto ele insiste em falar "não estou pensando em nada, só to te olhando" e o modo como ele olha me faz querer que todos sintam como me sinto, a verdade é que as vezes esse amor não cabe em mim, eu preciso falar dele, preciso que o mundo saiba como o amor é bom e bonito e realmente vence qualquer coisa, eu tenho muitos medos, muitos problemas, medo de ir embora e ele não querer ir, medo dele não se sentir confortável em algum lugar, medo dele ser julgado pelas pessoas que convivem comigo só por não falar muito com as outras pessoas, eu tenho medo de nós não darmos certo no futuro, mas da tão certo, e a cada dia da mais certo. Eu sei que não passei ainda um ano completo ao lado dele, eu sei que eu só o vejo de final de semana e sei que agora tudo parece ficar mais difícil, sei que as vezes não conseguimos nos ver nos finais de semana  e isso me da um aperto no peito, eu quero ele para mim todos os dias, quero dormir nos seus braços e quero gritar pro mundo que eu o amo, porque eu o faço, independente de medos ou do que as pessoas pensem a respeito, eu o amo, eu o amo incondicionalmente, perdidamente e profundamente como nunca pensei que seria capaz de amar, o sentimento me faz querer transbordar, chorar, gritar, rir, beijá-lo, sinto vontade de me fundir com ele e sinto que tudo isso pode ser muito, eu me contenho e sinto medo dele não saber o quanto eu o amo, o quanto ele é importante pra mim. Eu amo o jeito como ele ri, e amo saber que eu o faço rir, amo quando ele me abraça e detesto quando ele brinca de lutinha comigo em publico, amo o jeito como ele me abraça e me segura como se nada mais importasse, amo como as vezes ele me abraça do nada, e amo quando beija minha testa, amo os vídeos que me manda e as ideias  que tem, amo ele por dentro e por fora, e meu deus como ele é lindo, eu o amo tanto que mesmo não sendo o sentimento do mundo não cabe em mim, ah poetas o que significa amar tão intensamente se não o que eu sinto por ele? Eu o amo.


-M.

domingo, 6 de novembro de 2016

Responsabilidades


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Esse mundo já viu grandes reis e rainhas, crianças que foram obrigadas a reinar desde muito pequenas, assumindo com 14 anos, rainhas que se mantinham em seu poder apenas se engravidassem, pessoas, seres humanos lidando com coisas como tirar a vida de outro seres humanos, suas mangas arregaçadas e as mãos e antebraços mergulhados em sangue tiveram grandes decisões a fazer, crianças e adolescentes definiram territórios, foram para guerras contra outros seres humanos por comida, por casa, por segurança e essas crianças e adolescentes ordenaram que esses outros seres humanos fossem e mesmo assim tinham que manter o controle, controle sobre quem eram, sobre o modo como agiam, tinham que manter sua expressão seria e respeitada, não podiam fraquejar, mostrar uma fraqueza em seu reinado era algo extremamente perigoso que podia por tudo a perder, uma pressão tamanha em crianças que temiam assassinatos, pragas, gripes, conspirações ou perder os tronos por não produzirem herdeiros. Eram obrigados a manterem-se sãos, fortes e a tomar decisões rapidamente pensando um milhões de pessoas que dependiam deles, que precisavam deles.
Eu não sou uma rainha, princesa, nem mesmo realeza, mas me forço a ter o mesmo pensamento, não posso me dar ao luxo de fraquejar, não posso ter outro tipo de comportamento, não decido vidas, mas dependo delas e elas cobram de mim coisas que preciso ser forte para dar, eu não luto grandes guerras que determinam a sociedade e suas terras, mas preciso estar ali para apoiar, porque eu sempre fiz isso, eu sempre fui essa mulher, eu sempre fui aquilo que precisavam que eu fosse e esperavam e então esperam de mim aquilo que acham que sou, sem tempo para fraquezas, eu preciso controlar que sou eu, não fraquejar e quando me quebrar ao meio recomeçar, levantar a cabeça e manter o mesmo olhar, não posso mudar de repente o meu modo de agir, porque sempre fui essa rainha e preciso aprender a me controlar, rainhas não fraquejam, não tem momentos de duvida nem o privilégio de serem plenamente felizes, Algumas pessoas nasceram para estarem ali por outras pessoas e essas pessoas vão chamá-las e então precisam ser atendidas, e assistidas, pessoas nascidas para reinar ou para amparar não se dão privilégios, eu preciso aprender a me controlar melhor e entender que eu sou uma dessas pessoas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Felicidade


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Minha psicologa disse que deveria tentar ser feliz, mas feliz mesmo, aquele tipo de felicidade que as pessoas normais tem e as pessoas extraordinárias também... Eu bem que me considero uma pessoa extraordinária e acho também que todos deveriam se considerar, mas eu não me sinto assim na maior parte do tempo, e principalmente não me sinto feliz, não que eu não ache que mereça ser feliz, porque eu quero ser, acho que todos merecem e que eu como um ser humano deveria ser também, mas por alguma razão.... Eu nem sei como chegamos a conclusão que eu eu não sou feliz! Eu tenho um namorado que me ama muito e amigas que me amam e me ajudam muito, eu tenho pais que não dão tanto trabalho e eu gosto de mim mesma, faço uma faculdade legal, tenho um futuro legal e eu já viajei bastante o que é bem legal, mas na realidade acho que é algo bem mais interno, algo em um mundo em que nada disso importa, ah meu mundo particular era bem mais simples e eu podia ser feliz plenamente, na verdade nos meus sonhos eu sou muito feliz, extremamente feliz e eu quero que isso seja assim na realidade, eu quero poder gargalhar quero ser feliz, mas o que não me deixa ser? Eu sinto um grande peso em mim, como se não fosse permitido e como se tudo o tempo inteiro cobrasse a minha atenção, como se tudo me exigisse atenção, dedicação e como se fazer algo por mim e pra mim fosse errado, eu viajei e de repente me sinto como se todos os meus familiares mais distantes tivessem parado de falar comigo, como se ninguém realmente quisesse falar alguma coisa, e eu não aceito certas atitudes do meu irmão ou da minha mãe e de repente eu sou ruim, eu sou má filha, não sou como deveria ser ou não estou me comportando como deveria, mas quer dizer então que não posso ser feliz. Minha mãe diz que a minha felicidade termina aonde começa a do próximo, mas os próximos estão colados em mim, quase como se a minha felicidade ficasse pra depois, depois que eu atender a todos, depois que eu fizer tudo o que é certo e o que eu devo fazer, mas eu não quero fazer, eu não sei o que eu quero, eu só sei que quero ser feliz, quero ser muito feliz, imediatamente, mas por alguma razão a felicidade é um mar aonde não posso me batizar.


Megan.

De volta para o passado (e o que aprender com ele)



Eu estive em Londres, estive nas ruas onde milhares já morreram, milhares já lutaram, milhares se cansaram de lutar por dias melhores, estive andando por pedaços de terra aonde já houveram trocas de espadas, onde pessoas já morreram de peste negra e mulheres já foram queimadas e tudo isso me faz pensar em tudo isso, em todos eles. Eu conheci o lugar onde figuras como Elizabeth I e Ana Bolena, ou talvez até mesmo Mary Stuart rainha da Escócia tenha ficado, visitei celas como as de Robert Dudley, e o castelo de gerações e gerações de pessoas que decidiram o futuro de milhares e bilhares, eu não pude ver tudo nem todos, mas eu também estive em Paris, e vi lugares financiados por grandes figuras como Catherina de Medici, vi onde grandes reis passaram com suas carruagens a caminho de Versalhes e vi o lugar onde muitos gritaram por revolução, estive aonde pessoas enfrentaram os piores momentos da história, onde aconteceram as maiores guerras da historia da humanidade e durante esse período todo me senti entorpecida, sem saber direito o que pensar ou o que sentir, como se aquele solo tentasse me contar tudo o que viu através dos séculos de uma vez só, tudo ao mesmo tempo, e eu como humana não fui capaz de sentir nada direito, mas senti seu movimento e é diferente do modo como os livros descrevem, sempre pensei que grandes guerras e evoluções fossem mais limpas, mais sangrentas, menos politicas e mais força braçal, e pensei também que tudo o que vivemos no Brasil por exemplo fosse bagunçado, mas a realidade é que lá tudo sempre foi caos e que o caos os ajudou a encontrar o caminho. Então talvez não seja a minha principal questão como vencer o Caos, como domá-lo e sim seguir fluindo em sua correnteza. Pessoas como Mary Stuart, Elizabeth I e Catherine de Medici lutaram a favor do caos, lideraram a correnteza para onde podiam e até quando podiam, tenho medo de onde o caos nos levará, tenho medo de me afogar no percurso ou não chegar a ver o resultado, os mais velhos parecem conformados e alguns inflamados, os mais novos igualmente inflamados ou confusos, mas não temos uma Joana D'Arc para nos guiar, ou uma rainha para levar a correnteza e eu temo por tudo e todos,
Eu confesso que enquanto estive fora não pensei assiduamente em meu país, não pensei em politica e com certeza não pensei na minha questão sobre o caos, eu só conseguia pensar sobre como tudo aquilo era lindo e séculos e mais séculos haviam se passado sobre aquele chão, apenas aqui de volta ao meu pais entendo o que o solo dos dois países  que mais foram inimigos me ensinaram e como me auxiliaram.


Meg.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Responsabilidades


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Esse mundo já viu grandes reis e rainhas, crianças que foram obrigadas a reinar desde muito pequenas, assumindo com 14 anos, rainhas que se mantinham em seu poder apenas se engravidassem, pessoas, seres humanos lidando com coisas como tirar a vida de outro seres humanos, suas mangas arregaçadas e as mãos e antebraços mergulhados em sangue tiveram grandes decisões a fazer, crianças e adolescentes definiram territórios, foram para guerras contra outros seres humanos por comida, por casa, por segurança e essas crianças e adolescentes ordenaram que esses outros seres humanos fossem e mesmo assim tinham que manter o controle, controle sobre quem eram, sobre o modo como agiam, tinham que manter sua expressão seria e respeitada, não podiam fraquejar, mostrar uma fraqueza em seu reinado era algo extremamente perigoso que podia por tudo a perder, uma pressão tamanha em crianças que temiam assassinatos, pragas, gripes, conspirações ou perder os tronos por não produzirem herdeiros. Eram obrigados a manterem-se sãos, fortes e a tomar decisões rapidamente pensando um milhões de pessoas que dependiam deles, que precisavam deles.
Eu não sou uma rainha, princesa, nem mesmo realeza, mas me forço a ter o mesmo pensamento, não posso me dar ao luxo de fraquejar, não posso ter outro tipo de comportamento, não decido vidas, mas dependo delas e elas cobram de mim coisas que preciso ser forte para dar, eu não luto grandes guerras que determinam a sociedade e suas terras, mas preciso estar ali para apoiar, porque eu sempre fiz isso, eu sempre fui essa mulher, eu sempre fui aquilo que precisavam que eu fosse e esperavam e então esperam de mim aquilo que acham que sou, sem tempo para fraquezas, eu preciso controlar que sou eu, não fraquejar e quando me quebrar ao meio recomeçar, levantar a cabeça e manter o mesmo olhar, não posso mudar de repente o meu modo de agir, porque sempre fui essa rainha e preciso aprender a me controlar, rainhas não fraquejam, não tem momentos de duvida nem o privilégio de serem plenamente felizes, Algumas pessoas nasceram para estarem ali por outras pessoas e essas pessoas vão chamá-las e então precisam ser atendidas, e assistidas, pessoas nascidas para reinar ou para amparar não se dão privilégios, eu preciso aprender a me controlar melhor e entender que eu sou uma dessas pessoas.

domingo, 2 de outubro de 2016

Força


Você diz que eu te faço implorar, mas na verdade estou lutando por meus sentimentos até que você implora, e eu sangro, na verdade eu quero, eu quero querer, quero me entregar a você como sempre fiz, e não é conosco o problema, porque eu te amo, te amo muito, e te quero comigo o tempo inteiro, mas como posso dizer que não estou bem sem você achar que é com você? Como posso dizer que não quero algo quando com você é tão bom, quando você é simplesmente tão bom pra mim? Como posso dizer que é comigo? Você entenderia? Entenderia que eu escondo de você o abismo que tem em mim? Mas como eu poderia te dizer o quanto dói? Porque você não pode fazer nada pra isso parar,e se eu te dissesse e você optasse por me deixar? E eu fosse obrigada a deixar você partir, porque na verdade ninguém tem que lidar com isso, você não é obrigado a me ver chorar, não é obrigado a ficar comigo em uma crise, porque não tem nada que você possa fazer por mim, e parece que sempre que eu estou mal você fica mal também e a ultima coisa que eu quero é fazer você ficar mal por causa da minha doença, eu não mereço ter alguém saudável perto de mim, não posso fazer mal a você e olha que eu venho fazendo a dois anos, mas não posso evitar, eu quero você comigo, quero você do meu lado, porque eu amo você, amo muito você e odeio a depressão odeio como ela não sufoca só a mim, e não tem nada que eu possa fazer.... Me desculpe te amar e te sufocar com quem eu sou, me desculpe a cara de desanimo, me desculpe a dor que eu te causo, me desculpe ser esse lixo de pessoa que eu sei que eu sou, mas eu não tenho forças para mudar.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Eu não quero nada.

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Minha mãe diz que preciso sair mais, passear mais, ir a mais lugares e ver minhas amigas, ela também quer que eu fique com ela... Meu namorado quer que eu ande mais, corra mais, me exercite, ele quer que eu pare de pular refeições, nós passamos tão pouco tempo juntos... Minha psicologa quer que eu saia mais, que eu viva mais que eu tenha meus 20 anos, que eu haja como tal, que saia com as meninas da faculdade, que viaje com elas, ela quer que eu veja mais minhas amigas e descanse minha cabeça, respire e recarregue as minhas energias, ela também quer que eu vá lá com mais frequência...
As pessoas dizem pra mim que preciso sair, que preciso ir até o mercado comprar comida, que preciso fazer todas as refeições, que devo continuar a ler e a escrever, que devo rir e sair para ir no barzinho de vez em quando com o povo da faculdade, me dizem que devo ter 20 anos, quando eu disse que não conseguia eles me imploraram para lutar com mais força, para me esforçar mais, para tentar mais e eu sei que eles pedem isso com todo o coração e sei também que quando disse que não conseguia não me expressei direito... A verdade é que eu não quero.
Eu não quero sair, não quero comer, não quero ir a bares, baladas, não quero conhecer melhor o povo da faculdade (e mesmo quem eu quero não estaria interessada em me conhecer também) eu não quero lutar, eu não quero tentar com mais força, eu não quero sair de casa e não quero sair da cama, no banho eu choro, e me lavo como um movimento involuntário algo que não quero fazer, algo que não consigo mais fazer, não consigo mais socializar involuntariamente, e na verdade a verdade mesmo é que eu não quero, eu me sinto cansada, esgotada, eu não quero mais tentar.
Eu também já não consigo fingir, este por mais que eu queira, sumiu ainda mais e a sensação é que tento esconder que desde que matei meu mundo de exclusão dentro de mim matei na verdade a mim mesma e deixei apenas a casca vazia incapaz de ser preenchida, incapaz de continuar tentando. Sou como uma criança sem seu Dimon, sem sua alma, mesmo assim tudo é tão pesado, eu não consigo mais fingir que posso, e não quero mais tentar poder de verdade, eu estou tão cansada de tentar, tão exausta de lutar, como o ultimo homem vivo do batalhão eu luto em vão, eu sei que não adianta, eu sinto isso como uma verdade absoluta, eu não consigo passar por isso, isso que parece que nunca foi embora, essa dor que parece apenas estar mascarada ainda doí intensamente e ainda me sinto imensamente perdida, não posso continuar tentando, não posso continuar fingindo, não posso continuar lutando uma luta que já começou perdida e então tudo parece sem sentindo.
Levantar da cama, comer, tomar banho, ir dormir no horário nada disso importa, nada disso faz sentido e eu não quero mais que faça, não quero mais fazê-lo, não quero mais, não posso mais, não consigo mais, não posso, eu não quero mais ser forte, eu não quero sair.

(Penso em quando tudo estava bem... Nem mesmo todos os soldados e cavalos do rei conseguiriam colocar meus pedaços juntos de novo)

Megan.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Fomos amigas.




Seu programa favorito no Disney Channel era Zapping Zone, você enganava as pessoas quando ia brincar de bobinho e era a bobinha, ficava no meio e engajava uma conversa e então dizia abruptamente "ok, vamos jogar logo, me dá a bola eu sou o bobinho" com tanta convicção que eu e todos os outros sempre lhe dávamos a bola e automaticamente perdíamos, você amava High School Musical, amava muito você tinha os CDs, sabia as musicas de cor conhecia tudo, você gostava da Gabriela porque era estudiosa como você, você sempre odiou cócegas, sempre comia pão de mel industrializado e tomava suco de caju, levava para a escola Nescal Ball que era muito legal, você tinha uma régua de letras que usávamos para fazer trabalho em cartolinas, uma vez brincando de cabra-cega você capotou dentro de uma barraca da Barbie e não conseguíamos parar de rir, o chão do seu quintal era áspero e mesmo assim brincávamos de escorregar no sabão, brincávamos de Twist e de tantas outras coisas que estão pra sempre cravadas em minha cabeça, me lembro quando ganhou seu cãozinho uma fêmea fofa, eu lembro de todas as partes boas, lembro de toda a nossa amizade, o que eu não lembro foi quando acabou, você tinha que me afastar? Você tinha que agir dessa forma como se eu não conhecesse mais você, eu não sei se foi gradativo, mas de repente você estava longe demais para que eu pudesse te alcançar e agora eu sonho com você, sonho que conversamos e sonho que você me ouve pela primeira vez depois de muito tempo. A verdade é que não sei o que aconteceu, não sei quando foi que nós nos tornamos duas estranhas, duas pessoas que não sabiam nada uma da outra, totalmente alheias, quando foi que começou a contar mais coisas para os outros, você lembra que já foi minha melhor amiga? Você lembra de como nós riamos quando eramos crianças? Você lembra que depois do primeiro dia que nos conhecemos você já me convidou para ir na sua casa brincar? Eu lembro, o que eu não lembro foi se você me esqueceu antes ou depois daquela primeira briga, quando disse que nunca mais queria me ver, quando acreditou em alguém que nós nem conhecíamos, quando acreditou em uma menina que inventou mil mentiras ao invés de acreditar na sua melhor amiga, eu lembro o dia em que soltei seu braço e você saiu correndo para alcançar outra amiga nossa, soube que vocês ainda são amigas, eu me lembro de cada machucado que você me fez e eu continuei ali, mas eu queria saber é se foi antes ou depois de me dispensar sem explicações que você começou a se afastar.
Talvez fosse para acabar ali, não termos sido mais amigas, mas sabe eu gostava de você, você é animada, engraçada, tao inteligente, tão original e talvez por isso mesmo não quisesse ser mais minha amiga. Você ficou todos esses anos mantendo a promessa que não voltaria a ser minha amiga? Você fingiu? Eu me lembro daquele dia onde finalmente nos vimos apenas nós duas sozinhas no shopping e eu pensei "É uma otina chance de tê-la mais perto, talvez se eu lhe contar da minha vida pessoal ela se abra comigo como abre com as pessoas que acabaram de chegar na nossa vida" eu pensei que eu tinha te deixado de fora e por isso também me deixava de fora, mas anos depois eu li sua conversa com essa mesma amiga pra quem agora você contava tudo, alguém que falava mal de você pelas costas, e você disse que foi horrível, que eu só enchia o saco e isso foi crescendo ano após ano, você  dizia coisas tao horríveis, sobre meu modo de agir, sobre meu modo de pensar, sobre a minha depressão e eu penso, por que você fez isso? Por que agiu dessa maneira? Será que  te machuquei tanto um dia que você jurou nunca mais tentar ser minha amiga? Será que você foi um dia?
Juro que não gosto de pensar sobre isso e você sabe que não mantenho contato com mais ninguém, mas não posso evitar agora depois de dois anos de pensar se você também pensa nisso, se pensa aonde foi que tudo se tornou estranho, você lembra de como eram aquelas duas crianças? Você as vezes pensa em mim? Eu  fiquei apenas com as boas lembranças me perguntando se você mudou, se cresceu, se não trata as pessoas mais de um jeito tão ruim, fico me perguntando se você fica se perguntando, se fica lembrando, porque eu lembro e penso que um dia fomos amigas e não sei direito o que aconteceu.


Ps: De todos que deixei para trás você é a unica da qual já senti saudades.

domingo, 7 de agosto de 2016

Parents



Você me deu uma missão, e eu vim cumprir, e eu realmente achei que podia, achei que estava pronta pra isso, mas então decidi que o melhor jeito das coisas melhorarem era se eu não me metesse, se eu ficasse longe e deixasse que as coisas acontecessem, bom... As coisas rolaram ladeira a baixo e me sinto tão culpada, culpada porque não consegui que as coisas fossem bem, fossem perfeitas. Talvez eles só estivessem juntos para que eu viesse, talvez eu não tenha nada a ver com salvá-los, mas eu preciso, eles são meus pais, são tudo pra mim, tudo que sempre tive e não consigo suportar essa situação, tudo  parece manchado, despedaçado, não parece congelado, mas sim derretido, parece que tudo foi soprado com uma simples lufada sendo tão delicado voou rápido e parece que tudo foi feito de um jeito tão errado, tão sem medida, tão esquisito... Eu preciso da Sua ajuda, Você precisa me dizer o que fazer porque eu não tenho noção nenhuma, vou tentar usar meus jeitos, minha fala, o que eu conheço do amor e do mundo, mas e se não for o suficiente? Você me colocou nessa, eu sou seu soldado, mas largo minhas missões e renuncio ao meu posto se eu não for capaz de ajudar as pessoas mais próximas a mim, porque como serei capaz de ajudar alguém distante se não consigo nem ajudar à meus pais? Então esse é o nosso acordo, eu trabalho com Você e você me guia, me diz o que eu preciso fazer para salvá-los, você não vai me abandonar dessa vez ou eu tomarei medidas drásticas, você entendeu? Não me importam seus planos, seus anjos, seu povo, me importam os meus pais, os meus amigos e esse sentimento é algo que você nunca vai entender, o que é ser um ser humano e se importar com as pessoas.


- Monteiro.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Não sei


Na verdade eu não sei muito bem o porque estou escrevendo, eu sempre escrevo o que tem me incomodado no coração, e no momento tem tanta coisa que eu não sei direito porque eu choro, a verdade é que estou em uma das minhas piores crises de depressão e eu não sei se isso é cíclico ou só mais uma fase, eu nunca sei se ela chega pra ficar ou se vai embora no dia seguinte, bom... Ela não foi embora ontem ou antes de ontem e eu não sei direito me explicar, não sei direito se ela me incomoda tanto quanto incomodam os problemas médicos que eu estou tendo e o medo de engravidar ou chegar em casa e meus pais brigarem, eu não sei o que me da mais medo, mais solidão, mais tristeza. Para esclarecer meu pai não fez nada de errado, nada mesmo, mas ele é impossível e minha mãe tão sensível que me faz pensar que só estão juntos por mim, eu tenho medo medo porque eles são tudo pra mim, tao tudo o que eu sou e eu só queria que eles percebessem o quão importante a família é, eu só quero o bem deles, só quero que fiquem bem e sejam felizes, meu pai é tão solto, tão boêmio tão bem sozinho e sei que herdei certas coisas dele, sua auto confiança por exemplo e minha mãe é tão livre, uma alma tão linda, mas a questão aqui é que a alma dele machuca a alma dela e assistir isso dói, ele é tão direto, tão simples que todos os dedos e cuidados que ela precisa são ignorados e isso machuca quem ela é e então ela o machuca sendo como é, eu sei que tudo isso foi um acontecimento e que ele volta em dois dias, mas isso parece tão feio, tão difícil... Mesmo assim não sei dizer se é só isso que doí... Eu estou machucada, eu estou depressiva, estou tão cansada da minha vida, tão cansada de ter que tomar conta de tudo de ter que fazer pontes, de SER pontes, eu estou tão cansada de existir que eu desejaria nunca ter pensado em existir porque assim eu não desapontaria ninguém, eu não machucaria ninguém com a minha morte porque ninguém nunca teria me conhecido e eu acho que isso é o que mais me dói e não ter meus pais comigo depois de tudo que tenho trabalhado para te-los só dói mais, eu não posso dividir com ninguém o quão grande é a minha dor, o quanto estou magoada e machucada com e pelo o mundo eu só queria chegar em casa e poder ter um pouco de sossego pra parar de pensar que a minha existência é inútil, pra parar de querer morrer e ao mesmo tempo ter tanto medo,  eu só queria parar de chorar,  não posso aceitar que esta acontecendo de novo, não posso lidar com isso dessa vez.

Meg.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Terceira Guerra Mundial




Existe hoje no mundo uma dificuldade de discernir o que é certo e o que é errado, e pior do que essa dificuldade hoje cada um luta pelo o que acha que é certo acertando e afetando aos outros, irritados e usando discursos de ódio perdem seus caminho engajados em discutir algo sobre o que eles ainda não pensaram, mas o que mais me machuca, o que mais me deixa triste e desesperada é a total falta de amor. Como é possível que um ser humano lute tanto contra o direito de outro ser humano? Como é possível um ser humano se achar no direito de magoar e atropelar os direitos e os sentimentos de outro ser humano? É simples como 1 + 1, é matemático, é simples, é humano, uma mulher ganha o mesmo que um homem pelo mesmo serviço e se ela sobe de cargo é porque ela conseguiu e não por dormir com alguém, uma mulher não pode chamar outra mulher de piranha, de vagabunda, de puta e muito menos um homem pode, ninguém pode descriminar alguém por ter mais ou melanina no corpo, uma pessoa negra é uma pessoa tanto quanto uma pessoa amarela, branca, parda, verde, azul e eu não consigo entender qual é o problema desses seres humanos que insistem em negar outros seres humanos! Existe a possibilidade de uma pessoa nascida do sexo masculino não se sinta assim, hormonal e psicologicamente, não importa, ela não se sente assim e tem o direito de ser como se sente melhor, ela ou ele não está matando, não está infringindo a lei, não está ofendendo à você ou à sua família, qualquer ser humano é livre para se sentir feliz e confortável, ninguém é melhor que ninguém, e um homem tradicional conservador, o que quer que isso signifique já que o mundo sempre foi o mesmo, que não deixa os filhos assistirem à um beijo gay na televisão ou que trata de forma diferente os homens das mulheres, acreditando que elas são inferiores, um homem com princípios estranhos e distorcidos que são reconhecidos como tradicionais, mas que trai a mulher, que bebe, fuma, que rouba toda vez que o troco vem a mais porém não diz, esse homem não é melhor do que alguém que fuma maconha, que rouba um banco, não é melhor do que uma adultera. O fato é que uma pessoa tem o direito de ser feliz, uma pessoa tem o direito de ter direitos, uma pessoa tem a obrigação de não invadir os direitos da outra pessoa, e isso é tão logico de entender, é tão fácil, por que você não aceita o seu filho ou filha gay? Por que você faz piadas com negros ou com mulheres? Por que você diz que sua amiga dormiu com o chefe dela pra conseguir um aumento? Por que você não aponta o seu dedo para os seus próprios erros? Por que uma criança não pode saber que existem vários tipos de casais e que enquanto eles se respeitarem ta tudo bem? Por que você não deixa uma criança ser o que ela quiser? Sabe religião foi feita para você se inspirar, para ter algum conforto quanto ao teu futuro e se você tem alguma NÃO deve impo-la, sua religião não é politica, não é sociedade, sua religião é SUA e em sociedade você deve respeitar o outro independente do que ele ou ela acredita, independente de como se veste, de como fala, da cor da pele ou se nasceu homem ou mulher, independente de quem ama. Respeito é algo tão simples, algo tão bonito e que não consigo entender honestamente qual o problema em aceitar o outro? Por que querer um mundo onde tudo tem que ser o que parece, mesmo quando você próprio não é, o mundo nunca foi simples e nunca houve um tempo sem gays, sem trans, sem pessoas diferentes, com pessoas iguais, sem negros, sem pardos, sem amarelos, sem brancos, uma pessoa conservadora luta pela volta dos dinossauros? Por um tempo onde os humanos não existiam? Porque eu asseguro que foi o único tempo onde acontecia o que você pregava, mulheres e homens sempre tiveram o desejo e os sete pecados sempre existiram, as "piranhas" que mostram a bunda no facebook são aquelas mesmas moças que dormiam com os soldados e abortavam para não manchar o nome da família, são as amantes dos reis, são as mesmas "putas" de todo o passado e os homens que se exibem são os mesmo soldados que dormiam com as mocinhas "inocentes" os mesmos homens que frequentava arduamente os bordeis são os mesmos homens que dormiam com homens nas guerras, que não tinham nenhum problema com homossexualidade, então por que ter agora? A partir do momento que decidiu-se que mulheres podiam ter e deveriam mostrar seus direitos, que os gays podiam se unir e se assumir publicamente e que um negro disse que queria ir pra faculdade e melhorar de vida pessoas decidiram que isso não seria tolerável sem antes dizer o porquê, desde então uma luta sem igual começa e uma hora vão perceber que a terceira guerra mundial começou e que ninguém viu, e as armas que usamos são palavras, e eu estou nessa guerra, me sacrificarei até o fim sem entender por que não amamos uns aos outros mais.



Meg.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Dor.




Eu já disse aqui como me sinto velha, como sinto como se minha história tivesse acabado e tudo o mais, mas na real eu me convenço todos os dias de que não! De que eu só estou começando e que na verdade eu não sou mais jovem adulta quanto sou adolescente, eu não tenho 20 anos cara! Eu posso não sair todas as noites ir nas baladas da vida curtir loucamente as musicas do momento,  mas isso não quer dizer que sou adulta, que estou pronta para ser jogada em um mundo onde as pessoas são introduzidas levemente. Eu sei que minha mãe engravidou aos 17 anos e teve que entrar correndo neste mundo, e sei que minha bisavó viu em meu pai uma pré disposição para vadiagem e que tendo outros 5 irmãos mais novos com a separação de meus avós foi também jogado nesse mundo adulto, sei que as coisas com o meu irmão mais velho foram conturbadas e que ele ao sair de casa com 18 anos foi jogado em mundo adulto para o qual não fora antes preparado, mas não é possível que só possa ser assim, que não se possa viver a adolescência para a adultesa com tranquilidade, meus pais dizem que nunca passaram por essa faze antes, mas isso não lhes dá em momento algum carta branca para me tratar do modo como estão tratando, não lhes da o direito de me machucar mais do que já estão machucando, eu não sei o que é amor da parte da minha mãe desde os 11 anos, ela me tratou como um lixo minha adolescência toda, fazendo com que eu quisesse me matar chorando de noite lembrando de como ela me tratava bem quando era criança, então o que aconteceu? Será que seu coração endureceu? Eu sei que você tem seus problemas e dificuldades, e eu respeito, eu tolero e alguns dizem que eu tolero até mais do que deveria, mas quando chega a hora em que preciso da minha mãe, que preciso de carinho eu não tenho, não tenho nenhum e agora meu pai se cansou de ser a única pessoa presente em minha vida, ele se cansou de ser meu pai, sem entender que eu não cansei de tentar ser filha deles, eu ainda os amo e só queria que eles me amassem também, eu só queria que eles demonstrassem que eu não estou sozinha porque eu sinto que todos me abandonam e meus pais não podem ser parte disso, eles não podem simplesmente me chutar e dizer que já fizeram a parte deles, não quando eu não fiz 20 anos, não estamos em 1800 eu não sou um peso para eles economicamente, e se o fato é e u não trabalhar eu estou procurando um emprego mesmo não sabendo fazer muita coisa, eu só não queria ser tratada assim, ser tão maltratada do nada, não pelas únicas pessoas que achei que nunca iriam me decepcionar, eu não posso suportar essa estranheza, esse sentimento de que sou uma visita em minha própria casa, de que devo partir. Não quando eu não fiz 30 anos ainda...
Eu sinto falta de todo o amor que já recebi, eu sinto falta de correr do meu pai que vinha correndo atrás de mim com um lençol na cabeça, eu sinto falta dos jogos de xadrez, eu sinto falta de praticar jardinagem com a minha mãe, eu sinto falta do modo que ela me abraçava quando estava de pijama, sinto falta de quando ela sorria pra mim por nada eu sinto falta de ficar perto deles sem a sensação de que precisava me distanciar e o pior é saber que o único abraço que me confortaria das lagrimas que agora rolam contra a minha vontade é exatamente aquele abraço que não vem, e que eu suspeito nunca vai vir, porque não importa o quanto eu fale, nem o que eu diga nada muda e não vai mudar, sem meus pais eu me sinto uma nada, uma ninguém e pior do que isso é continuar tendo eles, é como se a cada momento que eu estivesse sufocando eu voltasse a respirar o suficiente para prender a respiração de novo, sem nunca poder morrer e sem nunca poder respirar. Eu me sinto tão sozinha e ela não faz nada para isso parar, ela reclama tanto de nunca ter companhia, mas não mexe um centímetro para me ter simplesmente por que ela não quer. E agora que as lagrimas pararam vem a calma, uma calma estranha que me diz que ela é só um ser humano com defeitos, é essa a calma que sempre vem, mas eu preciso dizer a essa calma que tudo que eu gostaria de pedir, de implorar, é pela minha mãe e pelo meu pai e isso é a única coisa que eu não posso ter por escolha única deles e perde-los por opção deles dói mais do que perde-los para a morte,


Megan Monteiro.

sábado, 2 de julho de 2016

Sobre amor




Eu me lembro de cada menino, garoto e homem que já passou na minha vida, os que eram considerados fofos, certos, precoces e errados, eu me lembro de como cada um deles me tocou, e como eu trouxe comigo uma parte dele, são vários os nomes, nomes de pessoas como eu que compartilharam algo comigo, um momento, uma história engraçada e as vezes momentos dos quais gostaria de esquecer, mas o caso é que não esqueço e não querendo desmerecê-los, porque são sim parte de mim e parte do que me tornei, eu nunca me apaixonei, ou pelo menos pensei que não tinha me apaixonado... Enquanto estava quebrada aqueles que encontrei no caminho me serviram bem, as vezes como distração e as vezes como apoio e conforto me mandando musicas que levo no coração até hoje, e alguns vieram depois que me concertei a torto e a direito, mas eu nunca senti como se fosse dar meu coração a qualquer um deles, por mais que fossem fofos ou tornassem a minha vida uma aventura eu sempre foi eu mesma, carregando meu coração na minha mão. Foi então que percebi que não comia, não bebia, não dormia, não conseguia me concentrar em nada, comecei a tirar notas baixar, não conseguia dormir de noite e quando dormia sonhava sem parar, o caso caro leitor é que pode pensar a essa altura "ela irá dizer que finalmente se apaixonou, que finalmente encontrou alguém que como a musica disse é sua única exceção", mas o que tenho a revelá-lo é algo surpreendente e o melhor presente que o destino poderia ter me dado: Eu me apaixonei sim, me apaixonei sem perceber e quando notei estava em um filme de romance, mas eu me apaixonei pela ideia do amor, me apaixonei por me apaixonar, me apaixonei pelo frio na barriga que o amor trás e me apaixonei por mim mesma! E quando isso aconteceu encontrei alguém que fez com que eu me apaixonasse todos os dias, ah caro leitor eu o amo e o motivo disso é que eu me amo, e ele me lembra disso todos os dias.
Pode parecer confuso, ou até mesmo narcisista, mas esse meu amor que aflorou é tão grande que quando alguém usufrui dele faz com que eu me sinta amada e bem comigo mesmo por ser simplesmente que eu sou. Guilherme faz com que eu me sinta bem com que eu sou, faz isso parecer tão natural, e ele não me acha uma louca ou uma depressiva ele apenas enxerga o puro e simples eu, e ele gosta disso como ninguém jamais viu e gostou, eu despi minha alma para ele por saber que minha alma era linda e toda vez que ele me olha eu tenho mais certeza disso.

Megan.

terça-feira, 21 de junho de 2016

what's the matter?




Como diz a musica o que há com você? O que há com você Megan, parece que seu filme acabou, parece que se perdeu quando o diretor disse corta, mas e ai? Por que tudo é tão difícil, mas nos dias em que escreve seus projetos você se sente tão feliz? Por que não escreve mais como antes? Por que parece que você morreu? Sumiu? Você ainda é a mesma sonhadora de antes? Eu sei que esta crescendo, mas o que acontece com a gente hoje? Essa semana, esse mês, esses anos, anda tão cansada, tão perdida no que faz, vive um dia após o outro como uma ferida que não quer fechar, talvez as marcas que faz no corpo sejam para se lembrar de quem foi, de quem quer ser, o que aconteceu com você e por onde você anda, sei que está difícil, mas combinamos de não desistir, por que tudo parece tão arruinado e seus planos regredem ao feto? Estou tentando eu juro que estou tentando, mas não entendo o que acontece... 

terça-feira, 31 de maio de 2016

Lembrança.

As vezes essas coisas me incomodam, coisas que voltam do passado e me fazem sentir uma onda de fúria que depois passa, bom fazem trés anos que minha mãe a as pessoas que se diziam minhas amigas fizeram uma festa surpresa para mim, mas sejamos realistas nunca foi sobre mim, foi sobre fazer uma bosta de uma festa porque estavam entendiadas, e mesmo falando a vida toda que nunca gostei de festas surpresas e que não gostava de festas em casa, de que nunca quis festas para mim elas milagrosamente pensaram em suas cabeças criativas que eu talvez só estivesse fazendo drama, que na verdade eu queria sim, e que estava tentando sinalizar para elas que morria de vontade de ter uma festa dessas, seja qual logica o cérebro delas trabalhe com... A questão que mais me irrita é que no mesmo dia em que destruí tudo a minha mãe ligou para essa minha amiga pedindo desculpas, mas NUNCA passou pela cabeça dela ME pedir desculpas, você pode estar se perguntando "mas pedir desculpas do que Meg?"  pedir desculpas por ter ferido meus sentimentos, por ter passado por cima do que eu falei A VIDA TODA do que eu sempre implorei para NÃO ser feito, pedir desculpas por ter mentido todas as vezes que perguntei o que era aquilo ou porque meu tio estava em casa, por ter mentido na minha cara, me enganado quando todos me enganam, minha própria mãe me enganou, e ela não pensou em mais nada além de que talvez eu quisesse ter feito as unhas? Quão fútil ela pensou que eu fosse? Quão idiota ela pensou que eu era? Por sorrir e amar ser enganada, ser ludibriada, eu fui criada para nunca deixar isso acontecer e ELA própria tentou fazer isso comigo, como pode? Como pode sussurrar pelas minhas costas como todas as crianças sempre fizeram? Como pode me enganar e rir como todos sempre fizeram? Como ela pode ligar para a pessoa que mais queria me machucar e pedir desculpas pelo o MEU comportamento?  Eu não sou capaz de entender nem superar, as vezes não dói, as vezes eu sou capaz de esquecer que isso aconteceu, na maior parte das vezes sim, mas as vezes isso me vem a cabeça e como dói, como me irrita saber que tudo isso foi feito comigo, e que algumas pessoas pensam que eu estou exagerando, que elas só fizeram para ver a minha felicidade, mas como eu disse elas fizeram pela felicidade delas, e queriam que eu apenas me doasse mais uma vez, por sempre esquecer de mim pelos outros eu deveria apenas sorrir e deixar que se divertissem em paz, mas eu não fiz isso não como o MEU aniversário na MINHA casa, não assim, e pra que? Pra perder tempo com as pessoas erradas? E dói, dói porque acho que ela nunca me pediu desculpas, assim como as meninas da quinta serie nunca pediram desculpas por brigar comigo e nunca vão pedir, ninguém nunca me pede desculpas e talvez porque acham que sou forte, talvez acreditem mesmo que não há necessidade, mas deixa eu te contar uma coisa eu vim humana, eu não sou um anjo, eu não sou um robô eu sou uma menina, uma humana e apenas isso e as coisas me machucam do mesmo jeito que machucam a todos, então porque ninguém parece se importar? Será que acham que eu sou tão forte assim? As vezes penso quando falo "não precisa pedir desculpas" será que não precisa mesmo? Precisa sim! Eu preciso ser respeitada, eu preciso ser amada como qualquer um, por que não deveria ser? Eu queria ser pelo menos uma vez na vida respeitada e eu acho que essa lembrança me dói porque nesse dia a minha própria mãe me desrespeitou, nesse dia todos os meus amigos me desrespeitaram e eu me sinto um lixo.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Praia.




Estou me sentindo um pouco perdida, e nessas ocasiões me lembro da minha praia, me pego pensando muito em como ela deve estar... Acredito que não há mais ruínas, não há nada além de areia e mar e sei que posso passear aonde um dia foi meu lar, e pensar em como estou livre e me afundando ao mesmo tempo... Estou crescendo e me esforçando para pensar positivo, para lembrar de ter fé, de ter esperança e criatividade, mas está sendo muito difícil... Sinto que minhas cobiças morreram e não há novas no meu caminho, eu preciso novamente me libertar, voar, preciso fazer mais, mas não sei como, eu me sinto perdida, me sinto louca em um mundo louco e talvez eu devesse ir embora, mas eu sempre penso em ir embora... A questão é que é cada vez mais difícil voar, parece que quanto mais eu cresço mais as minhas asas se despedaçam. Eu sinto falta de escrever e sinto falta dos poemas, sinto falta dos sonhos leves e lindos que me encantavam, sinto falta da esperança que tinha... Eu sinto que todos a minha volta me sugam e talvez eles devam mesmo sugar, e talvez eu deva continuar sendo positiva, mas eu simplesmente não consigo, não consigo me sentir bem como o que estou fazendo apesar de gostar, porque na verdade eu amo escrever e eu amo ler, e eu amo poemas, me deleito com o som dos meus dedos no teclado agora mesmo e amo passear pela minha praia, eu nasci para ser uma escritora mesmo com medo do que pensariam sobre minhas historias, eu só sei que preciso escrever, preciso seguir, preciso ter coragem, mas sinto que é tudo muito mais complexo e que este mundo adulto exige de mim, coisas que eu não posso dar, ele exige muito tempo, um tempo que não quero perder com esse mundo estranho no qual não tenho certeza se quero entrar, eu nasci para ser uma daquelas pessoas que não sobrevivem, não existem, mas sim vivem, eu nasci para ser Margo Roth Spiegelman e não Catherine de Morro dos Ventos Uivantes, eu não estou aqui para morrer de amor, estou aqui para correr com o vendo selvagemente, não me leve a mal, eu não sou feita da mesma matéria que as pessoas destinas a ficarem, sou feita de vendo e maré, como meus pais são, só que eu sairei, não posso ficar vivendo afundada nisso que as pessoas chama de vida, eu não posso e olhando o mar dentro da minha cabeça espirrar água em meu rosto eu sei que estou certa, não sei exatamente que tipo de vida eu quero, mas tenho convicção da vida que não quero.

Megan.

quarta-feira, 27 de abril de 2016



Era uma vez uma sereia que se afogou....

Porque eu odeio ter depressão:


Eu odeio me sentir assim, quebrada, jogada, no chão, odeio me sentir como se estivesse afundando e flutuando, sufocando no ar, um sopro no coração... Eu me sinto tão cansada, cansada de conversas banais, pessoas banais, situações banais e eventos banais, mas tudo se torna banal... Sair de casa se torna desesperador, se torna a coisa mais difícil do mundo e sinto como se pesassem mais de mil toneladas. Talvez seja porque perdi o meu sentido de novo, talvez ele me escape muito facilmente, mas a questão é que dói, dói horrivelmente e eu não sei o que dói. É querer dançar ballet e se sentir pesada demais pra isso, "você não sabe dançar" e não quero alguém me dizendo que é só aprender, eu quero chorar quero afundar de uma vez por todas, quero que isso pare, quero mergulhar em uma poça na qual estou deitada. E é basicamente por isso que eu odeio ter depressão, é essa pressão, é esse sufoco no ar, essa vontade de morrer, não morrer... mas não existir, a vontade de sumir em milhões de átomos, átomos sem memória de mim, eu odeio me sentir desse jeito porque sei que nada acabou e sei que posso criar e que a vida é bela, sei que há muito mais sofrimento do que sou capaz de imaginar e mesmo assim... Mesmo assim sou incapaz de me mover. É esse o porque eu odeio ter depressão.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

O Equilibrista


É simples
e não é...
Deveria ser
o que dizem ser
Mas o que a vida tem de leve
ela tem de desespero
e o que ela tem de simples
ela tem de desordeiro


É básico
e não é...
Deveria ser
Mas o que as formas tem de básico
as ideias tem de complicado
e o tal equilíbrio buscado
Nunca é muito explicado


Talvez a vida seja mesmo assim
em um momento é e no outro...
Já não é mais
Te firma te derruba
te tira o próprio equilíbrio que deu
Ah! Mas que equilíbrio mais desesperado

No fim o equilibrista é o verdadeiro artista.


Meg

terça-feira, 12 de abril de 2016

Sem titulo


Acho que aqui sempre foi um lugar pra eu desabafar, pra eu poder contar pro mundo o que nunca consegui falar com ninguém. Bom... eu estou destruída, estou acabada, estou pior do que jamais estive porque pela primeira vez na vida um sonho se destruiu, e eu não digo um sonho daqueles que a gente sempre quis ter, sempre quis uma boneca e a minha mãe disse que na volta a gente comprava, não é o sonho de amar e não ser correspondida, é o sonho mesmo, aquilo que constrói o ser, aquilo que motiva a sair da cama todos os dias da sua vida. Eu sei que a vida não segue sua programação pra ela e que ela não é uma maquina de realizar desejos, mas todo mundo é baseado em algo, é como se a família fosse a coisa mais importante do mundo pra você e você descobrisse que na verdade todos eles são falsos e que nem sua família são, ou que você é muito apegada a sua religião e descobre a verdade que seu Deus não existe (hipótese) eu estou me sentindo assim, é um sentimento tão forte que nem posso lidar com ele e entendo aqueles caras dos filmes que desistem, porque é muito fácil desistir quando se perde a razão, apostei todas as minhas fichas numa realização e agora pareço me afogar incapaz de sair daqui, eu me sinto atropelada ensanguentada no chão, enterrada viva é bem pior do que tudo que já senti, porque tudo parece sem sentido e todas as possíveis realizações parecem ainda mais distantes, eu não quero pessoas me dando seus ombros, eu não quero as pessoas dizendo que sentem muito ou que já passaram por isso, eu não quero que ninguém venha com "ah meg..." eu quero levantar, e parece que já estou fazendo isso, continuo meu caminho, continuo sempre em frente, mas por dentro estou em frangalhos, estou completamente quebrada e não consigo me concertar dessa vez, eu tenho a sensação de que serei infeliz, eu não sei porque estou viva e me forço a não me matar porque eu amo a vida la no fundo e eu.... eu não sei o que fazer, eu não sei o que pensar eu não quero ser infeliz, eu não quero viver no brasil, eu não quero viver essa vida, Eu não quero mais chorar,..

quinta-feira, 31 de março de 2016

Feche o livro no final.



Eu acredito que livros são como a vida e a vida é como os livros, e encaro a minha vida como um livro ou uma coletânea, pois o primeiro livro acaba agora. Escrevo isso alguns dias antes e não sei qual vai ser a resposta, mas eu apliquei para Harvard e a resposta esta saindo neste exato momento e eu sinto medo, um puro e honesto medo, porque qualquer que seja a resposta este livro foi escrito, foi o primeiro livro da minha coleção e foi perfeitamente escrito, a menina comum que descobre a vida, que se sente perdida e então se encontra, defende seu mundo novo que no caso sou eu própria, há guerras há morte eu me lembro quando estava no meio da guerra e agora está no fim, não é um capitulo que e fecha, mas um livro todo que vai ter continuação, eu lutei e agora espero meu veredito, minha sentença, se conquistar ou não essa será apenas a primeira parte, mas será e ela irá embora, tudo que sei que fui até hoje será um livro fechado e outro começará, eu tenho medo, panico, pavor e seria uma tola se não tivesse porque deixo tudo que sou para descobrir o que serei. A vida que tive na escola, os dias ralados, as batalhas que travei, as perdas e ganhos que levo comigo tudo isso será passado, mesmo que muito permaneça o que eu vivi já se foi e minha vida mudara pra sempre, e não digo apenas de morar fora de casa, como já estou mais ou menos morando, ou sobre morar em outro pais isso se trata de nunca mais morar na casa dos meus pais, se trata de ser independente seguindo por um caminho sem volta, abandonando minha criança e minha adolescente e me tornando adulta permanentemente, eu talvez não esteja pronta e talvez não tenha como estar mais pronta que isso, tudo vai mudar, mesmo que eu volte a casa dos meus pais mesmo que sempre meu lar será cada vez mais a passeio, eu logo terei minha casa e meu trabalho, eu pagarei minhas contas e serei a guerreira que sempre soube que me tornaria, mas eu tenho medo, eu não sei ser uma guerreira, eu não sei ser adulta, eu não sinto que me encaixo no que eu fui e estou com medo do que vou ser, eu sei que é normal e eu devo seguir este caminho eu vou, mas saber que dia 31 de março encerrará meu primeiro livro, a primeira parte inteira da minha vida 18 anos de livro é muito difícil, é quase impossível de suportar o medo é tão grande que minha cabeça não me deixa pensar nele, ela me diz que tudo está planejado e que a vida é assim mesmo e eu confio nela, mas... Deixarei de ser tudo que conheço e mesmo amarrada a cipós me atirarei no abismo desconhecido sem saber aonde é o fundo. 


Megan Monteiro

segunda-feira, 28 de março de 2016

Liberdade Viciosa


acredito que todos procurem algo, algo que lhes prove algo, procuram magia, procuram o supersticioso a todo momento, seja o amor, o orgasmo, a adrenalina, as drogas e o álcool há sempre um jeito e há sempre algo que nos faz reconfortar a necessidade de algo a mais e acredito que tenha achado a minha, o que faz o mundo mais magico para mim, é a mudança é o novo e o desconhecido, é o medo e vejo agora que não há frase melhor do que "o medo move as pessoas" meu pai em uma conversa comigo me disse que esse é o modo mais pratico de guiar o rebanho de humanos na terra, mas eu acredito que seja tão mais que isso, o medo da hora de mudar é o meu frio na barriga, é o que me faz sentir cada célula do meu corpo, é o que me deixa acordada, é o que me faz ir em frente. O medo é a leveza do novo século, e creio que é necessário pensar muito sobre isso e talvez eu não me expresse muito bem, mas o que eu procuro dizer é que aquele momento, aquele momento em que a sua vida vira de ponta cabeça, aquele momento que algo bom revira você é pra mim o momento em que sinto minhas células, em que sinto o a gravidade e o giro da terra, é ai que percebo cada milésimo de segundo da passagem do tempo e isso é lindo, é como se eu visse o mundo como ele é sem olhar através do que meus olhos podem assimilar, eu sinto e vejo a magia que nos constrói que se torna banal no dia a dia. E isso talvez explique o porque eu gosto tanto de livros de ficção, eu inconscientemente amo o momento em que o mundo do personagem muda, amo quando descobrem que fazem parte de algo, amo quando insistem em dizer "mas... Eu sou Harry, só Harry" e isso não é verdade, mas até aquele ponto ele achava que era tudo que era e sempre seria, e então em um minuto ele atravessa as portas arrancadas das dobradiças e muda tudo, é aquele momento, o momento que uma menina ruiva mata um demônio com uma lamina de anjo ou um garoto problemático age sem pensar para se ver livre de um bicho metade homem metade touro, são ai que as coisas mudam, quando uma menina se voluntaria no lugar da irmã, são as decisões que nos fizeram, são as decisões que nós fizemos, e o frio na barriga, o medo do que vai ser, do desconfortável, fora da zona de conforto, o desconhecido é disso que gosto, melhor que qualquer alucinógeno ou qualquer falta de controle por álcool, é a realidade não captada pela percepção comum, assim como os aventureiros buscam atividades radicais atrás de adrenalina eu procuro o frio na barriga de enfrentar a vida, por que quando eu a enfrento de frente, eu juro, sou infinita.

Megan Monteiro

terça-feira, 22 de março de 2016

Este amor é nosso




É estranho pensar que já fazem dois anos, dois anos desde que você usou minha distração contra mim com uma pergunta simples você me enrolou, eu acho que gosto de pessoas que chegam assim na minha vida como você com o seu "posso te fazer uma pergunta?" "claro, o que? - eu perguntei preocupada" "namora comigo?" foi tão bonito e mesmo que você não goste eu digo que foi fofo, porque aquilo significou mais do que você entenderia e então eu penso que daquele dia até hoje já se passaram dois anos, e aqui está você, você que é de verdade e que não é perfeito, você ficou, e olha não foi fácil, porque eu não sou fácil, sou teimosa, sou implicante e sem graça não gostamos de quase nada em comum, mas aqui está você. Pra mim foi tao difícil amar alguém, alguém feito de carne osso defeitos e qualidades, eu não achei que fosse capaz e acreditei que tudo acabava quando o amor acabava, mas não, meu amor por você cresce a cada dia, é como se você fosse somente meu e eu somente sua, quem olha de fora pode não entender como eu penso em moramos em um apartamento alto e como você quer ter um pug que nós dois nomeamos de Tobias Roberto, nós dois vamos fazendo planos bem devagar e eu sei que esse é o nosso jeito, mesmo porque ainda não concordamos em muitas coisas e eu quero seguir o sonho de ir para Harvard, mas você é a quem entrego meu amor incondicional e eu jamais serei capaz de parar de te amar e acredito que é pra ser assim mesmo, quando me permito sonhar nos vejo em um apartamento e felizes, porque as vezes eu me permito sim, sei que a gente já brigou, que eu te magoei e você me magoou, mas creio que isso tudo faz parte e sei que ainda tem muito pelo caminho, eu só peço que não desista da pessoa difícil que eu sou, que seja sempre sincero e não se entedie comigo mesmo as vezes sendo incontrolável, peço que continue do jeitinho que você é porque sou completamente perdida por seu jeito.
Você é a alegria que espanta a minha depressão, é com você que eu posso comentar sobre tudo, sobre mim, meu corpo, você me faz acreditar que sou bonita quando não me sinto assim, sinto seu amor a todo instante aonde quer que eu esteja, eu te amo e amo seu senso de justiça e sensatez, você sabe o que é certo e que regras vamos quebrar, você me completa e não completa, você me apoia e encoraja e quando te pergunto "e se eu cair?" ao invés de dizer "eu te seguro" como todo bom príncipe encantado você me diz "você levanta" e isso é tão melhor, porque você acredita em mim, acredita que sou forte quando não me sinto assim, você me faz lembrar de partes de mim que muitas vezes eu esqueço completamente, você é muito melhor que um príncipe perfeito, você é real, você é meu amigo, me faz rir, me faz suspirar e foi apenas com você que senti minhas mãos suarem e a barriga tremer, só com você senti a falta de ar, você me incentiva a acreditar em mim mesma e não há nada que te faça mais especial do que o fato de que você é, em todas as maneiras, completamente você mesmo.

- Megan

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Estou em duvidas...



Pra falar a verdade estou com muitas duvidas mais duvidas do que posso expressar, mas a principal que quero por aqui é Facebook... Tenho visto muitas coisas ruins no Facebook, muitos discursos de ódio, e muitas tragedias, a maioria delas verdadeira, e eu não posso suportar essas coisas... Mulheres criando paginas contra o feminismo e homens procurando argumentos inválidos para ofender, crianças brincando de ser adolescente do jeito errado e muitas coisas que parecem estar de ponta cabeça e eu não sei o que fazer... Há tantas tragedias que eu queria solucionar e muitos discursos de ódio que estou me sufocando com, então toda vez que eu vejo alguma coisa ruim, algo assim meio de ponta cabeça eu posto algo bom, como algo bom com crianças ou moradores de rua, toda vez que eu vejo um discurso de ódio eu posto uma foto bonita, uma flor, um poema, mas será que estou fazendo a coisa certa? Será que deveria estar me movimentando ao invés de acalmar? Será que deveria vir com respostas afiadas como uma faca ou deveria rir? Eu devo continuar postando coisas boas ou deveria buscar soluções mais radicais? Isso me parece eficaz, mas não funcional, eu não sei... Me sinto confusa em como eu deveria agir ou como eu deveria me posicionar... 

M.M,

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

No meio da guerra.



Em uma batalha nos livros de historia quando estamos no meio da guerra há perdas, confusão, acredito que quando se está em uma batalha você é mais levado pela batalha do que leva a batalha a algum lugar ou talvez seja só eu que seja levada... Eu não sei, mas me sinto em plena guerra, talvez eu seja mesmo louca, mas me sinto em batalha, antes o sentimento era que me preparava para a batalha, mas agora eu me sinto com sangue nas mãos, sinto o medo de meus amigos e inimigos, nenhum de nós queremos estar aqui, mas estamos lutando pelo nosso futuro, e talvez as guerras sejam isso mesmo, estamos lutando por dias melhores, eu pergunto o preço das coisas antes de comprar agora, eu peço e imploro bolsas de estudo, eu mando e-mails e converso com pessoas em varias línguas, estou correndo contra o tempo sofrendo internamente, eu poderia me render, já estou na faculdade, numa boa faculdade, poderia morar em São Paulo voltar nos fins de semana continuar namorando todo final de semana e ter uma vida simples, mas eu não darei meu reino para os inimigos, não me renderei como nenhuma rainha jamais se rendeu eu conquistarei as terras além mar, eu irei e isso dói, porque nessa briga muitas vidas serão sacrificadas, minha vida será sacrificada, meu contado direto com pessoas que eu amo, tudo isso será sacrificado por um bem maior, e esse bem é necessário, eu não me desviarei da minha missão dessa vez e isso doí mais do que imaginei que doeria, tudo que sempre quis estou conseguindo e o preço a pagar por isso é o mais alto possível.

Megan.

sábado, 6 de fevereiro de 2016


Is it possible to be your own soulmate?
 I think we're after all

Então...




Esta tudo bem e então... Então me vem aquela vontade de chorar e tudo que eu quero é estar nos braços de Guilherme, rindo com minhas amigas, jogando e conversando com meus pais, ao mesmo tempo que essa outra parte a parte que me obriga a chorar sabe o que quer, ela quer sair pelas ruas tristes, ela quer um cigarro e uma garrafa de água ardente, hoje ela me perguntou "Você lembra como é estar bêbada, jogada entre as luzes da noite e rir esquecendo-se das suas dores?" e eu respondi que sim, ela sente saudade de estar livre e me controlar, ela sente saudade dos homens sem rostos, das bebidas já sem gosto, das risadas sem motivos, e toda vez que eu pergunto a ela porque ela chora ela diz "Eu sinto saudades Dele" e eu não posso fazer nada, minha vida é tão bela, anda tão encaminhada e a poesia esta comigo, mas ela ainda sofre e pra sempre vai sofrer, as vezes ela grita e então... Eu ouço, ela me agarra, puxa minhas roupas e implora que eu lhe mate, implora que eu lhe liberte, ela está em carne viva e não sei o que fazer, eu a abraço e choramos juntas, eu não sei porque eu choro, mas ela deve saber, ou talvez a dor seja tanto que ela nem sabe mais e apenas sabe sentir, sei que tudo lhe doi e quando ela grita dói em mim também e nesses dias, não há nada que eu possa fazer a  não ser me sentir pra baixo, eu quero apenas amá-la, quero que ela se sinta bem, mas não sei se ela um dia se sentirá então...

domingo, 17 de janeiro de 2016

Saudade aos dezesseis


Eu li um poema meu de quando eu completei dezesseis anos e hoje eu tenho dezoito, fazem dois anos que escrevi esse poema: Cansaço aos dezesseis e tudo que sinto é que era um pedido de ajuda, mesmo antes de saber que precisava de ajuda, mesmo com tudo que houve eu sinto que se pudesse eu voltaria no tempo e abraçaria a Megan de 16 anos porque era o que nós precisamos, eu lhe diria "seja forte" porque nós estamos conseguindo de pouco em pouco, um dia de cada vez, e mesmo não tendo mais a mesma habilidade em poemas eu vou tentar responder a ela:

Respira, respira agora faz 18
Toda beleza volta aos poucos
Ainda com 39 de pés cansados,
mas agora nossa alma está bem
agora com 1,75 de sonhos novos
bem no topo desses cabelos curtos
Ah menina se tu soubesse,
 o que te aguarda...
Vai ser feliz de novo
vai viver de novo
de pouco em pouco, mas não desiste!
Ok, Ok só faz 18, mas eu ja sei mais
sei de nós e sei aonde vamos
Ah menina se tu visse,
não desiste que tu chega lá.
Vai viver muito mais que isso
Eu segurarei seus braços,
você levantará e vai ver que nós conseguimos
E no fundo...
Ainda temos o sonho de ser feliz

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Future

I wish I could write this on portuguese but I just can't, I'm listening to Who You Are - Jessie J and she is telling me that it's ok not to be ok, and I'm not... And she also says that I can't forget who I am, but... Who am I? I don't feel ok, but it's because I feel lost, I can't find myself, or who I'm suppose to be, I can't understand how this happened,  how I just end up here, undecided, lost in myself and who I'm suppose to be or not, I can't decide, I can't choose. What do I need to do? I always thought I would be invincible, that all my dreams would come true and there would have some difficulties but nothing that I wouldn't be able to handle with... But now I grew up, I'm different and the reality is different too. Life is difficult, is tough and don't thing I can handle... Sometimes is just the depression talking but I'm pretty sure of one only thing in my life and this is that life is dam difficult and I don't know if I can handle that, I dreamed about going easily to the college and being an amazing person, but it just don't work like that, you see, when you grow up you face the universities in front of you and you are scary like I little girl, because they want you to be suddenly a woman and you have no idea how to do that, and they judge you in a unprepared way, you are scared and honestly I am terrified, am I gonna get in? Do I want to get in? What am I suppose to be in the university? It's going to prepare me to be great and I wanna be great... Don't I? I guess... Life is not a fairy tale where my prince will just show up and save me from a terrible future and we gonna be happy ever after, in life you are a warrior and you have to keep your head up and your eyes wild open, I don't know if I can't deal with that, yesterday I was just a girl, a normal dreamy girl and today I'm a woman and a warrior, I'm suppose to accept what I ask for when I was a child and though life was a paradise and deal with it? I suppose to stand up for my glowing and heavy future and hold it on. I should carry the world in my shoulders even though I don't know how to clean my room properly yet, and there's him... I finally love, and I love him so much, as Megan love Michel but in the right way, on the normal and human way I am completely, absolutely and  irreversibly in love with him and I want to keep like this, I don't want to say good bye and this hurt every time I think about, I love him I truly love him and it's the first time in my life he truly love me back. I'm not talking just about sex, I'm talking about true love, I could give my air to him so he could breath if he needs, I could find the cure of any disease  if his is suffering I just don't wanna loose him, I'm enough of loosing the people who I love and I can't be that far from him... I'm made to follow my destiny, but I few in love for life and for those who I have and this sucks. All I wanna to know is who I'm suppose to be, what am I suppose to do and who I am? Some people would say "just live the life and give shit about future or destiny, your life is bigger than that, love, life, friends and family is everything you gonna have in the end of the day" but I can't accept that, because in the end of all I'll be dead, and new people will rise, new people are born right now and I can't live like it doesn't matter because it does, if I'm gonna die shouldn't I just do something for this planet? Shouldn't I do something for the future? What am I  suppose to do?

By: Megan