terça-feira, 31 de maio de 2016

Lembrança.

As vezes essas coisas me incomodam, coisas que voltam do passado e me fazem sentir uma onda de fúria que depois passa, bom fazem trés anos que minha mãe a as pessoas que se diziam minhas amigas fizeram uma festa surpresa para mim, mas sejamos realistas nunca foi sobre mim, foi sobre fazer uma bosta de uma festa porque estavam entendiadas, e mesmo falando a vida toda que nunca gostei de festas surpresas e que não gostava de festas em casa, de que nunca quis festas para mim elas milagrosamente pensaram em suas cabeças criativas que eu talvez só estivesse fazendo drama, que na verdade eu queria sim, e que estava tentando sinalizar para elas que morria de vontade de ter uma festa dessas, seja qual logica o cérebro delas trabalhe com... A questão que mais me irrita é que no mesmo dia em que destruí tudo a minha mãe ligou para essa minha amiga pedindo desculpas, mas NUNCA passou pela cabeça dela ME pedir desculpas, você pode estar se perguntando "mas pedir desculpas do que Meg?"  pedir desculpas por ter ferido meus sentimentos, por ter passado por cima do que eu falei A VIDA TODA do que eu sempre implorei para NÃO ser feito, pedir desculpas por ter mentido todas as vezes que perguntei o que era aquilo ou porque meu tio estava em casa, por ter mentido na minha cara, me enganado quando todos me enganam, minha própria mãe me enganou, e ela não pensou em mais nada além de que talvez eu quisesse ter feito as unhas? Quão fútil ela pensou que eu fosse? Quão idiota ela pensou que eu era? Por sorrir e amar ser enganada, ser ludibriada, eu fui criada para nunca deixar isso acontecer e ELA própria tentou fazer isso comigo, como pode? Como pode sussurrar pelas minhas costas como todas as crianças sempre fizeram? Como pode me enganar e rir como todos sempre fizeram? Como ela pode ligar para a pessoa que mais queria me machucar e pedir desculpas pelo o MEU comportamento?  Eu não sou capaz de entender nem superar, as vezes não dói, as vezes eu sou capaz de esquecer que isso aconteceu, na maior parte das vezes sim, mas as vezes isso me vem a cabeça e como dói, como me irrita saber que tudo isso foi feito comigo, e que algumas pessoas pensam que eu estou exagerando, que elas só fizeram para ver a minha felicidade, mas como eu disse elas fizeram pela felicidade delas, e queriam que eu apenas me doasse mais uma vez, por sempre esquecer de mim pelos outros eu deveria apenas sorrir e deixar que se divertissem em paz, mas eu não fiz isso não como o MEU aniversário na MINHA casa, não assim, e pra que? Pra perder tempo com as pessoas erradas? E dói, dói porque acho que ela nunca me pediu desculpas, assim como as meninas da quinta serie nunca pediram desculpas por brigar comigo e nunca vão pedir, ninguém nunca me pede desculpas e talvez porque acham que sou forte, talvez acreditem mesmo que não há necessidade, mas deixa eu te contar uma coisa eu vim humana, eu não sou um anjo, eu não sou um robô eu sou uma menina, uma humana e apenas isso e as coisas me machucam do mesmo jeito que machucam a todos, então porque ninguém parece se importar? Será que acham que eu sou tão forte assim? As vezes penso quando falo "não precisa pedir desculpas" será que não precisa mesmo? Precisa sim! Eu preciso ser respeitada, eu preciso ser amada como qualquer um, por que não deveria ser? Eu queria ser pelo menos uma vez na vida respeitada e eu acho que essa lembrança me dói porque nesse dia a minha própria mãe me desrespeitou, nesse dia todos os meus amigos me desrespeitaram e eu me sinto um lixo.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Praia.




Estou me sentindo um pouco perdida, e nessas ocasiões me lembro da minha praia, me pego pensando muito em como ela deve estar... Acredito que não há mais ruínas, não há nada além de areia e mar e sei que posso passear aonde um dia foi meu lar, e pensar em como estou livre e me afundando ao mesmo tempo... Estou crescendo e me esforçando para pensar positivo, para lembrar de ter fé, de ter esperança e criatividade, mas está sendo muito difícil... Sinto que minhas cobiças morreram e não há novas no meu caminho, eu preciso novamente me libertar, voar, preciso fazer mais, mas não sei como, eu me sinto perdida, me sinto louca em um mundo louco e talvez eu devesse ir embora, mas eu sempre penso em ir embora... A questão é que é cada vez mais difícil voar, parece que quanto mais eu cresço mais as minhas asas se despedaçam. Eu sinto falta de escrever e sinto falta dos poemas, sinto falta dos sonhos leves e lindos que me encantavam, sinto falta da esperança que tinha... Eu sinto que todos a minha volta me sugam e talvez eles devam mesmo sugar, e talvez eu deva continuar sendo positiva, mas eu simplesmente não consigo, não consigo me sentir bem como o que estou fazendo apesar de gostar, porque na verdade eu amo escrever e eu amo ler, e eu amo poemas, me deleito com o som dos meus dedos no teclado agora mesmo e amo passear pela minha praia, eu nasci para ser uma escritora mesmo com medo do que pensariam sobre minhas historias, eu só sei que preciso escrever, preciso seguir, preciso ter coragem, mas sinto que é tudo muito mais complexo e que este mundo adulto exige de mim, coisas que eu não posso dar, ele exige muito tempo, um tempo que não quero perder com esse mundo estranho no qual não tenho certeza se quero entrar, eu nasci para ser uma daquelas pessoas que não sobrevivem, não existem, mas sim vivem, eu nasci para ser Margo Roth Spiegelman e não Catherine de Morro dos Ventos Uivantes, eu não estou aqui para morrer de amor, estou aqui para correr com o vendo selvagemente, não me leve a mal, eu não sou feita da mesma matéria que as pessoas destinas a ficarem, sou feita de vendo e maré, como meus pais são, só que eu sairei, não posso ficar vivendo afundada nisso que as pessoas chama de vida, eu não posso e olhando o mar dentro da minha cabeça espirrar água em meu rosto eu sei que estou certa, não sei exatamente que tipo de vida eu quero, mas tenho convicção da vida que não quero.

Megan.