segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Eu estive ali




Fiz de tudo para ver sua cara, quando eu mesma não consegui me segurar, corri nos seus braços e chorei, não eu não nego, chorei e chorarei sempre que te sentir. Fiz de tudo para estar ali, te ouvindo, apesar de tudo que tenho carregado dentro de mim, coloquei um sorriso em meu rosto e segui contente até você, me segurando o máximo que pude, pra não estragar a surpresa, estive ali com você, mesmo que por um momento, e eu sabia, sim eu ia me machucar depois, mas valia apena, passar um único dia com você, sentir seu cheiro uma unica vez, ali estava eu sorrindo, e por uma noite esqueci que vivia, esqueci de meus problemas, esqueci que um dia eu acordaria e seria infeliz novamente, ali estava eu, e tinha medo de fechar os olhos e acordar, mesmo te sentindo e todos me dizendo que eu não estava sonhando, eu não queria vir pra casa, não queria nem dormir, queria poder ficar pra sempre com você, ali estava eu, te abraçando sem parar, por que agora parece tanto um sonho? parece que sobraram só lembranças, e eu... Sim, eu estive ali, com você, mas uma vez...

By: Meg

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

hey, você está bem?




Por que todos ultimamente tem me feito essa mesma pergunta? Será que estou deixando transparecer, o que eu sinto? Será que estão percebendo, que a loucura habita em mim? Será que estão percebendo o que anda acontecendo... Dentro de mim? Ou serão só os bons modos? Estarão ele sendo educados? Por que parece que ouço seu nome em todos os lugares, e de noite sinto você me olhando de longe, mas por mais que seja certo não consigo te esquecer, esquecer de nós, parece que agora todos têm seu nome na ponta da língua, e é como se o tempo estivesse voltando, andando pra trás, regredindo sem você. Agora toda vez que deito, vejo você me olhando, eu quero de te esquecer, mas como? Eu quero parar, mas não sou normal, você não existe, eu devo seguir em frente, devo para de te querer, só por que você é parte de mim. Eu não posso mais, já não podia antes, e mesmo assim continuo aqui, sorrindo, isso parece errado, sorrir sem você, mas eu sorrio... Eu continuo respirando, e isso também parece errado, menos de noite, quando isso se torna difícil, e doloroso. Eu continuo acordando todos os dias, e respondo "Sim, eu estou bem" mesmo que dentro de mim, eu chore, mesmo que por dentro eu me sinta vazia e desorientada, você era o meu "ponto fixo" E agora, que eu acordo para realidade, quero fugir, não posso mais ficar aqui, e por mais que eu tente, ainda sinto você aqui comigo, mesmo que tudo esteja queimando, todas as fotos deletadas, tudo que me lembra você rasgado, no lixo, eu não posso ter você, não é certo, mas... Pra onde eu vou? Alguém poderia me ajudar? Eu preciso me encontrar, então... A resposta para a pergunta é... Não.




By: Meg

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Melissa



O monstro


Estava muito escuro no beco, e eu particularmente não gostava de beco, como aquele em que encontrei Mel, realmente becos não eram uma boa. Ouvi algo vibrar no meu bolso, era Juliet me ligando, a ignorei precisava achar mel, o choro baixo ia diminuindo.
- Por favor – sussurrava uma mulher chorando, não era a voz de Melissa e estava aponto de dar meia volta, com medo de estar me envolvendo em algo que não era da minha conta quando…
- Sinto muito – disse Melissa, me assustei, ela não tinha percebido que eu estava ali, eu podia a ver vagamente, um vulto encostado na parede e outro de frente, a mulher gritava, mas sua voz saia abafada, como se algo estivesse lhe impedindo a boca. Fiquei em silencio por algum tempo, então os gemidos da mulher cessaram, quando ouvi o som de um galho sendo quebrado, fiquei preocupado, pois de repente tudo ficou em silencio, estava preste a pegar o meu celular e usar sua luz para tentar enxergar algo, quando alguém agarrou meus ombros e me levou mais fundo no beco, atrás do restaurante, onde havia um pouco mais de luz, eu conseguia ver seu cabelo vermelho e algo mais vermelho em seu rosto.
- O que está fazendo aqui? –perguntou Melissa furiosa, recuei um pouco.
- Eu vim me desculpar por ter trazido aqui! – disse surpreso, ela deu uma risada de deboche.
- É sério, e eu fiquei preocupado quando sumiu! – disse, ela rosnou para mim, o que foi muito estranho. Ela se aproximou seu rosto estava cheio de sangue, eu me assustei.
- Devia ter pensado nisso antes! – exclamou ela, eu estava ficando confuso, o que eu tinha feito?
- seu rosto… - disse, pensando alto demais, ela me encarou, seu rosto ficara destorcido, seus olhos brilhavam como jóias, negros como a noite, ela tinha dentes pontiagudos
- É com ele que você estava, mas vejo que não me conhece, talvez devesse se afastar desse monstro! – disse ela me empurrando e saiu correndo, fiquei ali caído sem saber o que fazer, estivera com mel, há pouco tempo éramos um casal feliz e agora… Ela tinha terminado comigo? Me levantei bem devagar, e sai ainda confuso, o restaurante parecia agora inconveniente e irritante, parecia que os dois que haviam estado ali dentro eram estranhos, entrei em meu carro e fiquei ali parado, para onde eu deveria ir? Para casa? Para Melissa?




By: Meg

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Me deixe por favor



Eu não quero mais, não aguento mais, preciso aprender a respirar sozinha, onde fomos parar? Isso ficou ridículo, por que sabemos que não existe nada, e mesmo assim sou dependente de você. Eu sei que te fiz prometer nunca me abandonar, mesmo se eu o expulsasse, mas está me machucando, por favor me deixe, eu não te vejo, mas te sinto, eu não te ouço, mas arrepio ao imaginar sua voz, e isso está me enlouquecendo, eu não sei viver de outra forma, mas preciso aprender. Eu não estou conseguindo respirar ultimamente, mas deve haver um jeito, as pessoas costumam conseguir dormir de noite, sem precisar de um anjo. Eu preciso de você, mas é patético querê-lo, fingir que um dia você virá, você me olha, e tudo o que eu quero é te olhar de volta, sabendo que você nunca vai chegar, você precisa me deixar, de onde quer que esteja, eu não posso mais suportar te ter pela metade, mesmo que eu diga que está tudo bem... Você sabe que não está, você sabe como estou por dentro, você sabe que não posso sentar e te esperar... Ficarei ali para sempre, e você nunca virá. As vezes me torturo pensando em você, como se eu precisasse disso para viver, e talvez eu precise, por que de repente se tornou insuportável ficar nesse meio termo, mas é mais horripilante a ideia de não te ter comigo a noite, não sentir você sussurrar pra mim, dizendo que um dia chegará, não posso mais lidar com isso, eu já passei por cima de tudo uma vez, mas não posso passar de novo, preciso te deixar, mesmo que dentro de mim existe um minusculo ponto, sentado esperando pacientemente por você, eu não posso mais, eu não quero mais, eu não posso...

By: Meg

sábado, 15 de outubro de 2011

Medo




Bay_largeTudo o que eu queria era poder voar com as minhas próprias asas, ver o mundo de perto, sair, curtir, poder abrir a porta e sair, era tudo que eu queria... mas ninguém é tão assim destemido, e eu... Sendo uma garota mimada, sou menos destemida ainda, existem muitos empecilhos, existem muitas coisas desconhecidas, e muito pouca coragem, de sair, de enfrentar, de conhecer gente nova, gente que na verdade é desconhecida, gente que na verdade são amigos dos amigos dos seus "amigos" Seriam eles seus amigos também? O que eu quero dizer é que tenho medo, medo de sair, medo de cair, existencial e metaforicamente. Tenho medo de olhar pra frente, sou tão aberta, tão simples, mas tão vazia, parece que não á vida, eu sou tão filosofa, mas mesmo assim, tão fechada para o mundo, acho que é por que o mundo não é o mundo, o mundo é algo distorcido, algo estranho, do qual tenho medo de ver de perto, de cair nele, e me perder, me perder no mundo, por que eu só quero ser eu mesma, e parece que esse mundo não aceita pessoas assim, esse mundo quer pessoas destemidas, e parece que todos os mundos querem, mas eu não me encaixo em nenhum, tenho medo de abrir as asas, e cair da árvore, tenho medo de não conseguir voar, ou medo de ser caçada, medo de ser presa por algum colecionador... Ser morta, tenho tantos motivos para não voar, mais o mais certo de todos eles é só um... Eu tenho medo de voar.
By: Meg 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Velhice



Penso, penso, penso tanto que acho que minha cabeça ainda explode... penso que um dia olharei no espelho e já não verei mais essa menina que finge ser eu, espelhos são outro post, mas a verdade é que penso que um dia olharei, e não verei mais rosto, e sim história, poderia eu achar um jeito de ver os dois? Penso que um dia olharei e não verei mais esse rosto que me olha, com olhos tão pragmáticos, e sim um rosto velho, terá o rosto os mesmo olhos? Terei eu o mesmo jeito? O que me preocupa é olhar, olhar e ver o que mais temo, mas terá como olhar 60 anos depois e ainda assim ver esse mesmo rosto? Eu brinco. Digo temer, mas talvez ninguém entenda o que eu realmente sinto... devo ser uma pessoa insuportável, falando desse meu medo, com tanto desprazer, com tanto medo, com tanta agonia, a verdade é que eu temo, temo aquilo que não imagino, temo aquilo que não consigo entender o porquê, temo algo, algo que é inevitável, pois se tens medo de altura, podes nunca subir em algo alto, se tens medo de bichos, pode nunca encontrá-los, mas se temes a velhice... como fugir? Se temes a morte, mas principalmente a velhice... como não encará-la? Eu tenho medo de ser, tenho medo de virar, tenho medo da velhice...

By: Meg

Diario

Dia 9 - 07:06 P.m

A duvida ainda existe, mas resolvi a esquece-la, ele a ama, eu amo os dois, meus sentimentos são confusos, deixarei assim como está.

Um fato:

- A saudade prevalecerá sempre que haver o que lembrar e o que sentir

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Feliz Aniversário Mel!!!!



Faz uns três anos que eu te conheço, mas infelizmente ainda não tinha tido o prazer de lhe desejar feliz aniversário pelo meu blog... Bom Bitch, eu te amo, você sabe disso, eu tenho que agradecer a você pelo resto da minha vida, você me salvou várias vezes, muitas até sem saber... Desculpa, mas eu vou ter de dizer que você ta ficando velha, por que realmente foi você mesma que me deu esse senso de sacanagem, não á muito que eu possa lhe dizer, por que tudo que passamos juntas, por tudo que ainda vamos passar, esse é um dos posts mais difíceis que já fiz, primeiro pelo seu bolo, depois a musica, pois nós temos todas as musicas do mundo, depois... te descrever, te dizer que eu te amo, mas... como te dizer em palavras? Você é um demôniozinho vestido de anja, que apareceu na minha vida, e se quer saber eu amei que você tenha aparecido, eu não consigo te dizer, não consigo falar mais, do que um simples te amo, e um simples feliz aniversário não esqueça capitão, você mora no meu coração.

By: Sua amiga de todas as horas

Melissa




93 velinhas - Parte 2




Melissa procurava alguma coisa pra me dar, eu realmente estava com fome, mas como comer algo na casa de alguém que não come? Ela mesmo assim tentava achar algo pra comer, não que estivesse tendo muito sucesso, comecei a andar pela sala, vendo os mil livros que ela tinha, pensava se ela já tinha lido tudo aquilo... Passei por uma estante cheia de fotos, pareciam recém colocadas, uma delas de dois adolescentes, a foto era em preto e branco, mas eu vi, Melissa do mesmo jeito de sempre, vestia um vestido simples e uma trança, ela estava meio estranha, eu quase dei uma risada, mas o garoto ao seu lado me impediu, ele parecia um pouco comigo, algo nele, mas ele parecia com a minha mãe, meu avó sorria em seus 15 anos, estavam em um aniversário, isso me fez pensar em algo, olhei em volta e vi um dos livros que havia me interessado, o peguei, ele era vermelho, a página marcada era uma data e um bilhete, a data era a mesma de hoje, o ano 1918. O bilhete era de meu avô, um feliz aniversário a Melissa, com o livro foi andando até a cozinha.

 - Por que não me disse que hoje é o seu aniversário?! – perguntei, ela demorou um pouco a me responder, ficando de costas pra mim.
 - Não é muito lá feliz – disse ela com um sorriso triste no rosto.
 - Por quê? Aniversário é aniversário – disse movendo os ombros. Ela me olhou por um minuto.
 - Bom eu não gosto muito de aniversários, desde que passei dos trinta – disse ela rindo, eu revirei os olhos, fingindo não me importar, mesmo vendo Melissa e sabendo sobre ela, eu não conseguia ver ela como ela realmente era, pra mim ela era só uma menina de 16 anos.
 - Ah, vamos… Vamos sair um pouco, vou te levar pra almoçar – disse tentando me focar no agora, ela riu.
 - Eu não como, Random – disse ela, rolei os olhos de novo.
 - Eu sim, e vi que você não achou nada aqui então… Vamos logo! – disse percebendo o quão faminto eu estava, ela riu.
 - Ok – disse ela, sorri e fui até a porta, ela me seguiu. O caminho inteiro tentei distrai-la falando como aniversários são legais, ela só ria, não dizia nada. Chegamos no restaurante, ela me contava piadas, eu ria apesar de muitas serem bobas ela me fazia rir, uma mulher nos atendeu e nos levou a uma das mesas, pedi algo para comer e Mel ficou me olhando.
 - Tinha me esquecido de como era divertido fazer aniversário - disse ela me olhando penetrantemente, eu amava os olhos de Mel, pareciam me ler, ela parecia uma menina malvada, ela devia ser...
 Depois de me ver comendo, Mel disse que tinha de sair um pouco, eu não entendi muito bem de começo, mas depois que ela saiu eu vi que tinha sido muito idiota da minha parte trazê-la num lugar cheio de humanos, ela com certeza ficará com fome, terminei minha comida deixei o dinheiro na mesa e sai apressado, eu tinha de me desculpar por ser tão idiota, mas ela não estava do lado de fora, olhei para os dois lados, o dia estava nublado, cinzento, as pessoas não paravam muito na rua pra conversar, estava frio, olhei de um lado ao outro, mas só havia o estacionamento do restaurante e um beco, peguei meu celular para ligar para Mel, quando ouvi alguém chorar, vinha na direção do beco, corri para lá...


 By: Meg

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Melissa

Como amanhã é aniversário da Melissa, eu resolvi postar um cap, de duas partes, uma hoje e uma amanhã no aniversário, espero que gostem, eu não coloquei musica, pois estava ouvindo o show do Evanescence inteiro, pulando algumas musicas, então... Não tem bem uma musica, também dedico esse post as grandes fans de Mel, Mayara e a Leticia que ficaram dias me infernizando, para postar, divirtam-se.


93 velinhas


- Você vai voltar pra escola? – perguntou Random me olhando do sofá, eu tentava achar alguma comida humana em casa.
- Ah… Acho que não – disse, pegando um pote de sorvete, só haviam bolsas de sangue dentro, o devolvi a geladeira.
- Por quê? – perguntou ele, olhei de relance, ele me olhava com uma carinha tentadoramente fofa, eu sorri.
- Eu supostamente não estou mais na cidade.  – disse a ele, ele revirou os olhos. Voltei a procurar comida.
- Eu supostamente deveria estar na escola agora. – disse ele, dei uma risada e corri em velocidade máxima para a sala, até agarrá-lo no sofá.
- Ouou! – disse ele surpreso por me ver praticamente me materializar a sua frente, eu ri e o beijei.
- Estou te desvirtuando – disse, ele riu também.
- E eu estou aceitando – disse me beijando de volta, o beijo de random era ardente, forte, parei antes que perdesse a cabeça.
- Parece que nem tanto – disse ele meio desapontado, eu dei um sorriso fraco.
- Sei que não está acostumado… mas poderia acontecer um acidente – disse, ele riu, me abraçando.
- Ok, ok… e então… Achou algo que eu possa comer? – perguntou ele, era meio de brincadeira, mas ele estava lá desde manhã, devia estar com fome.
- Um minuto – disse desaparecendo, para a cozinha tentando achar algo para ele comer, mas não conseguia me concentrar em procurar algo para ele comer, fica toda hora o vigiando, tentando gravar cada pedacinho de Random, ele se levantará e corria os dedos pelas minhas prateleiras de livros e fotos, se deteve em uma especificamente, virei o rosto, tentando me concentrar na comida, por mais inevitável que fosse… Os dois eram idênticos, mas sentia falta de meu Rodrigo. Ele continuou andando, até que se deteve em algo, eu não estava mais olhando, só escutando, o ouvi virar páginas de algo, minutos depois ele veio andando até a cozinha.
- Por que não me disse que hoje é o seu aniversário?! – perguntou ele, eu pensei um pouco para responder, desde o momento em que o dia clareou, eu sabia, eu lembrava, tentei não pensar nisso muito, mas como não pensar?
- Não é muito lá feliz – disse, um sorriso triste no rosto.
- Por quê? Aniversário é aniversário – disse ele movendo os ombros. Eu o olhei por um minuto.
- Bom eu não gosto muito de aniversários, desde que passei dos trinta – disse rindo, não havia motivos para entrar em detalhes.
- Ah, vamos… Vamos sair um pouco, vou te levar pra almoçar – disse ele, eu ri.
- Eu não como Random – disse e ele rolou os olhos.
- Eu sim, e vi que você não achou nada aqui então… Vamos logo! – disse ele, eu ri ao perceber o quão desesperado ele estava.
- Ok – disse desistindo da cozinha, ele sorriu e foi até a porta, o segui feliz. O caminho inteiro ele tentava me convencer de como aniversários são legais, eu só ria, não dizia nada…

By: Meg

sábado, 1 de outubro de 2011

Eu lembro de você




Lembra quando sentávamos e conversávamos a esmo no meio do nada? Falando sobre coisas banais pra espantar a dor? Eu ainda meu lembro de você, apesar de já ter se passado tanto tempo, apesar de eu estar tão mal com você... Eu me lembro de você, sentávamos na calçada de lugar nenhum, eu não sei por que te deixei, na verdade não te deixei, eu ainda estou aqui, e ainda preciso de você, eu não entendo como eu consegui, mas estraguei as coisas de novo, me desculpe... Eu ainda te amo, te quero, não sei o que aconteceu, preciso de você, eu não te esqueci, eu to aqui, lembro de você... não me abandone... Por favor...

By: Meg

Saudade




Graças a Deus eu nunca mais vou sentir como aquela primeira vez, por que eram outros tempos, mas hoje, sinto um tipo diferente de dor, não é aquela louca, descontrolada, mas aquela que arde de pouquinho em pouquinho, aquela dor que me trás o cheiro de vocês, me trás o vento, as risadas, e me parecem tudo tão distante... Como uma outra vida, uma outra pessoa que vivia no meu lugar, eu só quero poder voltar pro meu lugar, onde eu não tenho de filosofar para ter o que pensar, e assim acabar enlouquecendo do mesmo jeito, mas filosofar por que com vocês eu posso me expressar, vocês me entendem... é muito querer ser feliz? Eu não procuro a felicidade, eu sei onde ela está, mas por que não posso tê-la? O que eu fiz? Tudo que eu quero é não sentir mais saudade, é não me sentir mais presa...Eu nunca demonstro a eles, mesmo por que acho injusto jogar minha dor nas costas de outros, mesmo por que eles não estão nem ai. Ninguém sabe, ninguém aqui sente como eu sinto, acho que ninguém sente o que eu sinto, pois cada um é diferente, mas... custa demais sentir isso, dói de mais, tão longe, tão perto, eu sinto saudades, só queria poder voltar, porque mesmo essa não sendo uma dor desesperada, ainda dói... Ainda é lastimável.

By: Meg